08/03/16

Review das Luvas impermeáveis Protector

Em dezembro de 2015 adquiri um par de Luvas impermeáveis da Protector e faço agora um breve relato das minhas impressões.

Imagem das Luvas impermeáveis Protector - for racing motorcycles - water proof
Luvas impermeáveis Protector

Com a chegada do período de chuvas um dos equipamentos que não poderia faltar junto com o conjunto de capas e botas são as luvas impermeáveis. A Protector, até onde tenho conhecimento, é fabricante especializada em equipamentos desse tipo para motociclistas.

Num primeiro momento, consultando fotos e descrição das luvas em sites de vendas em acessórios e equipamentos para motociclistas, achei até que fosse possível utilizar essas luvas da Protector como "capa" por cima de outras luvas não impermeáveis, dado as características e materiais empregados na confecção. Mas, não. Existe um forro interno que impede que se vista uma luva por cima da outra. Quer dizer, as luvas foram projetadas para serem usadas só.


Imagem do forro interno das Luvas impermeáveis Protector

A aparência do material externo é o mesmo das capas de chuva, tipo "nylon", com uma tira de borracha servindo de reforço para as palmas da mão.

Imagem do reforço de borracha das Luvas impermeáveis Protector

Pela etiqueta interna é possível ler que entre o forro e o material externo existe uma camada de espuma.

Imagem da etiqueta interna das Luvas impermeáveis Protector

Bom, num dia chuvoso montei na moto e vesti essas luvas com a intenção de testá-las. Ao manejar os comandos da alavanca de embreagem e acelerador já fiquei receoso quanto à sensibilidade e alcance dos botões de seta e buzina. Ao tentar acionar a seta saindo da garagem uma surpresa nada agradável, pois essas luvas da Protector não permitem flexibilidade suficiente para alcançar os comandos de sinalização com segurança e o material externo na ponta dos dedos - que é o mesmo material que reveste as luvas externamente, isto é, não há um material anti-deslizante nas pontas dos dedos - fez escorregar quando alcancei e pressionei o botão de seta. O dedo fica liso em cima dos botões de comando. A mesma situação ao apertar o manete de embreagem. Eu ainda tentei pilotar a moto por mais algumas quadras, mas ao passar por uma rotatória e ver o grande risco de acidente que estava correndo, parei num estacionamento à beira da rua e retirei as luvas.

E o teste em relação à sua impermeabilidade acabou ficando prejudicado por nem conseguir usá-las por mais tempo.

Conclusão, as Luvas impermeáveis Protector não transmite nenhuma segurança na pilotagem da motocicleta e é até perigoso o seu uso por contribuir, pelas razões expostas acima, em riscos desnecessários ao motociclista. A fabricante precisa reformular com urgência o seu produto que, por ora, não recomendo.

Abaixo é possível assistir a um vídeo com minhas impressões sobre as luvas.


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03/03/15

Manutenções inadequadas - 1: parafuso

Os cuidados com a manutenção passa necessariamente pelo conhecimento técnico, uso adequado de ferramentas e o manuseio correto, do contrário as consequências são sempre muito visíveis.

Veja o que aconteceu com o parafuso que fixa o cabo do tacômetro de uma Yamaha XT 600E 1999:




Tacômetro Yamaha XT 600E

É muito ódio! 

Tacômetro Yamaha XT 600E


Este parafuso tem o código correspondente na Yamaha: 98707-06030.





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02/03/15

Adequações técnicas inadequadas - 1: reservatório de freio

Nos textos seguintes quero mostrar algumas gambiarras, a que chamarei de "adequações técnicas inadequadas", realizadas com especial atenção nas motocicletas. A propósito, o dicionário Michaelis conceitua a palavra "gambiarra", dentre outro sentido, como sendo "serviço elétrico malfeito, especialmente com a finalidade de obter energia elétrica de maneira ilegal". Claro que com o tempo a palavra adquiriu novos ares.

Em outras postagens pretendo mostrar peças defeituosas e reparos sem os cuidados técnicos devidos: "manutenções inadequadas".


Adequações técnicas inadequadas - 1

Olha o que encontrei grudado no reservatório de fluído de freio traseiro de uma Yamaha XT 600E 1999:


Em algum momento deve ter quebrado o reservatório plástico e resolveram colocar um pouco de Durepox. Ainda que não tivesse um defeito na peça é visível o ressecamento que, por si só, já demandaria a substituição.

O tanque de reserva como é chamado este reservatório plástico pela Yamaha tem o código 47X-25894-00 (somente o reservatório, sem a tampa e demais itens que o compõem).

Numa situação crítica é até aceitável como paliativo para se seguir uma viagem, por exemplo, mas manter o sistema de freio assim permanentemente... não dá. 

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02/04/13

Suzuki lança moto de 120cc de baixo custo e pretende ser o mais barato do mercado

A Suzuki lança a nova GS 120 com motor monocilíndrico de 113 cm3, carburada, 4 marchas, peso de 107 kg e preço de R$ 3.990 (sem frete). A motorização desenvolve 8,43 cv a 8.000 rpm, e torque de 0,88 kgfm a 5.500 rpm. A partida é a pedal.

Motor da nova Suzuki GS 120 - Brazil 2013
Motor da nova Suzuki GS 120: 1 cilindro, arrefecido a ar, SOHC e com taxa de compressão de 9,5:1


Suzuki GS 120 - cor azul
Suzuki GS 120 azul, mas tem em outras cores: prata, preta, vermelha e branca. Preço de R$3.990 (sem frete) ou 60x R$85,29 no consórcio (total de R$5.117,40)


O tanque de combustível tem capacidade para 9,2 litros de gasolina e suas dimensões são: 1.900 mm de comprimento, 750 mm de largura, 766 mm de altura (do banco ao solo) e entre-eixos de 1.215 mm.


Vídeo produzido pela Suzuki para apresentação da nova GS 120


A crítica fica por conta da economia nos freios que são, em ambas as rodas, a tambor. A ideia é de disponibilizar uma moto de baixo custo, mas pelo preço cobrado é possível a colocação de um freio a disco pelo menos na dianteira, muito mais seguro e eficiente. Aliás, é a mesma observação que fiz por conta do lançamento da segunda geração da Yamaha Factor 125 versão K1, K e E que também são equipados com freios a tambor.

Painel da Suzuki GS 120
Painel da Suzuki GS 120


Na tabela abaixo uma comparação de algumas especificações técnicas da GS 120 com as motos mais vendidas e que se aproximam da nova motocicleta da Suzuki que são a Honda CG Fan 125 e a Honda Pop 100.

Suzuki GS 120
Suzuki GS 120
Honda CG Fan 125Honda Fan 125Honda Pop 100Honda Pop 100
Cilindrada:113 cm3124,7 cm397,1 cm3
Potência:8,43 cv a 8.000rpm11,6cv a 8.250rpm6,17cv a 7.500rpm
Torque:0,88kgfm a 5.500rpm1,06kgf.m a 6.000rpm0,74kgf.m a 4.000rpm
Comp. x Larg. x Alt. do banco ao solo (mm):1.900 x 750 x 766 1.978 x 731 x 7801.819 x 742 x 749
Transmissão:4 marchas5 marchas4 marchas


E você, o que achou da nova motoca da Suzuki?

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17/03/13

Políciais militares da ROCAM filmam o próprio acidente

Policiais militares do Grupo ROCAM (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) do 14o BPM de Foz do Iguaçu-PR filmam o próprio acidente ao caírem com suas motos numa curva na cidade. O incidente aconteceu, segundo o vídeo abaixo, no dia 05 de março (2013) e um dos policiais fraturou a tíbia e a fíbula - ossos da perna.


Vídeo postado pelos próprios policiais no canal da ROCAMFOZ


Ao que tudo indica havia sujeira na pista, já que as duas motos escorregaram no mesmo local.

No vídeo fica muito claro que o uso de equipamentos de segurança na pilotagem de qualquer tipo de moto não é opcional. Observem que o primeiro policial chega a bater a coluna contra a guia da calçada. Um perigo que poderia levar a sequelas irreparáveis.

Felizmente, no episódio, relatos dos próprios policiais nos comentários das redes sociais, apesar de a recuperação estar sendo "lenta e dolorosa", a vontade de voltar a trabalhar é de "110% bem de saúde".

Força aos policiais e boa recuperação!

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15/03/13

Lei proíbe uso de capacete em postos de combustíveis

Entrou em vigor na data do dia 13 de março de 2013 a Lei Estadual Paulista n. 14.955 que proíbe o ingresso ou permanência de pessoas utilizando capacete nos estabelecimentos comerciais, públicos ou privados. O intuito da medida é trazer mais segurança a esses locais pelos frequentes assaltos praticados por criminosos que se valem do anônimato por trás dos capacetes. O ponto polêmico da lei, no entanto, é em relação à proibição ao uso do equipamento já na entrada dos postos de combustíveis.

Imagem faixa amarela em posto de combustível
Sim, o motoqueiro em São Paulo deverá parar antes desta faixa amarela, retirar o capacete e só aí entrar no posto de combustível! "-Pode isso, Arnaldo?". [Screenshot do canal Bikers4Ride]


Isso mesmo! Dispõe expressamente o parágrafo 2o do artigo 1o da referida lei que nos "postos de combustíveis, os motociclistas deverão retirar o capacete antes da faixa de segurança para abastecimento", sob pena de o condutor levar uma multa de R$500,00 (quinhentos reais), dobrando o valor em caso de reincidência.

O problema é que essa medida, longe de inibir os roubos, é por demais perigoso para os próprios condutores e passageiros das motocicletas, já que no mais das vezes a delimitação da faixa amarela fixadas no piso dos postos de combustíveis localizam-se na extremidade das vias do tráfego. Não é preciso muita imaginação para concluir que o risco de acidente é grande, pois potencializa que algum veículo colida com a moto parada antes dessa faixa amarela para que o condutor retire o equipamento que é de segurança e uso obrigatório segundo o Código de Trânsito Brasileiro. Além do que poderá tumultuar a fluidez do tráfego viário no local.

O argumento contrário, isto é, a favor da lei, é de que a medida minimizará os crimes, uma vez que será possível identificar quem é o assaltante e quem é verdadeiramente o consumidor do combustível.

Ora, o argumento é simplório, porque ladrão não sai para a prática de crimes com medo de levar multa, muito menos, multa por não retirar o capacete ao entrar no posto de combustível. Na maioria das vezes, as motos utilizadas pelos delinquentes já são produtos de roubos e furtos, e não é, por isso mesmo, preocupação nenhuma para eles cumprirem normas de trânsito ou de qualquer outra de boa conduta. Afinal, bandido é bandido e ponto final.

E para a Poder Público é sempre mais conveniente proibir, ao invés de buscar soluções plausiveis para conter a criminalidade, investindo mais, por exemplo, na investigação, inteligência e na remuneração da categoria policial.

A restrição ao uso do capacete no momento do abastecimento da motocicleta, portanto, em nada contribuirá para reduzir a criminalidade e, sim, colocará em risco a segurança do condutor e demais atores do trânsito ao obrigá-lo a cumprir o disposto nessa lei.

Abaixo segue o texto na íntegra da Lei Estadual Paulista n. 14.955/2013:

"Lei Estadual nº 14.955, de 12.03.2013: Proíbe o ingresso ou permanência de pessoas utilizando capacete ou qualquer tipo de cobertura que oculte a face nos estabelecimentos comerciais, públicos ou privados.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:
Artigo 1º - Fica proibido o ingresso ou permanência de pessoas utilizando capacete ou qualquer tipo de cobertura que oculte a face nos estabelecimentos comerciais, públicos ou privados.
§ 1º - Os efeitos desta lei estendem-se aos prédios que funcionam no sistema de condomínio.
§ 2º - Nos postos de combustíveis, os motociclistas deverão retirar o capacete antes da faixa de segurança para abastecimento. (grifei)
§ 3º - Os bonés, capuzes e gorros não se enquadram na proibição, salvo se estiverem sendo utilizados de forma a ocultar a face da pessoa.
Artigo 2º - Os responsáveis pelos estabelecimentos de que trata a presente lei deverão afixar, no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data de sua publicação, uma placa indicativa na entrada do estabelecimento, contendo a seguinte inscrição: “É PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOA UTILIZANDO CAPACETE OU QUALQUER TIPO DE COBERTURA QUE OCULTE A FACE”.
Parágrafo único - Deverá ser feita menção, na placa indicativa, ao número desta lei, bem como à data de sua publicação, logo abaixo da inscrição à qual se refere o “caput” deste artigo.
Artigo 3º - A infração às disposições da presente lei acarretará ao responsável infrator multa no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais), aplicada em dobro em caso de reincidência.
Artigo 4º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 12 de março de 2013.
GERALDO ALCKMIN
Eloisa de Sousa Arruda
Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania
Fernando Grella Vieira
Secretário da Segurança Pública
Edson Aparecido dos Santos
Secretário-Chefe da Casa Civil
Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 12 de março de 2013."
[DOE, Executivo I de 13.03.2013. P. 1]

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14/03/13

Segunda geração da Yamaha Factor 125 modelo 2014

A Yamaha Factor 125 modelo 2014 agora tem versão mais simples e acessível: a K1. As mudanças na segunda geração da Factor foram apenas visuais e cerca de R$500 mais em conta quando comparado ao modelo 2013.

Fotos da nova Yamaha YBR Factor 125 K Azul modelo 2014
Nova Yamaha Factor 125 K modelo 2014 R$5.690


O que mais desanima é que no modelo 2014 a Yamaha poderia ter acrescentado um conta-giros, injeção eletrônica e freios à disco, ao menos na roda dianteira, de série e em todas as versões. Aliás, na Europa, a Yamaha também comercializa a YBR 125, mas com todos os itens acima, mais as rodas de liga-leve, tudo numa única versão de série.

Enquanto no Brasil...

Yamaha YBR Factor 125 K1 bicolor modelo 2014
Yamaha Factor 125 K1 modelo 2014 R$5.390


a novidade fica por conta do novo formato do tanque, plásticos laterais, fundo branco no painel, grafismo mais limpo, além da cor branca. O conjunto também está mais leve: 105 kg nas versões K1, K e E (antes 110kg versão K) e 107 kg na versão completa ED (antes 112 kg mesma versão).

Painel da Yamaha YBR Factor 125 modelo 2014 com destaque para o fundo branco
No detalhe a foto do painel com fundo branco da Factor 125 2014


Yamaha YBR Factor 125 ED Branca modelo 2014
A mais completa: Factor 125 ED 2014 R$6.490


O motor continua o mesmo de 124 cilindradas, com potência de 10,2 cv a 7.800 rpm e torque 1.0 kgfm a 6.000 rpm.

Os preços sugeridos pela fábrica na Factor 2014:

K1 – R$ 5.390
K – R$ 5.690
E – R$ 6.120 (partida elétrica)
ED – R$ 6.490 (partida elétrica, freio à disco na dianteira e rodas de liga-leve)

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